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SiM, eu QUERO!

Versión traducida al portugués

 

Assim como a vida acaba, os ciclos também se cumprem. O difícil é saber escolher o momento para animar-se a dizer ADEUS a um sonho tinha se materializado. Que desde idade precoce foi tudo ou quase tudo na própria vida. Do livro Retalhos de Próspero Benítez, Formosa 1981.

Segundo a história do Clube Os Beleneses de Lisboa, Portugal, Próspero Benítez foi jogador de futebol de Estudiantes de la Plata, Argentina, depois do Santos no Brasil, e no dia oito de Agosto de 1953 assinou um contrato com o time português. Para os Diretivos foi um extraordinário jogador e técnico das divisões inferiores do mesmo clube, a quem deu-lhes  a enorme alegria de sair campeões  o ano de sua condução, a pesar da lesão na perna direita.

O Clube de Futebol Os Beleneses foi fundado em 23 de Setembro de 1919 por iniciativa de Artur José Pereira (1889-1943), antigo jogador do Benfica e do Sporting de Lisboa, quem estava interessado em criar uma nova instituição representativa do bairro de Santa Maria de Belém.

Segundo comentava Próspero Benítez em seu livro Retalhos: “lembro que no verão, soterrados  pelo calor costumávamos subir com um dos meus irmãos, Francisco Mendoza a dormir no teto de nossa casa da infância,  localizada na cidade de Formosa e quando apareciam as estrelas no firmamento pedíamos um desejo com a ilusão de que fosse concedido, minha estrelinha sabia que eu queria ser um jogador de futebol ...”

 “O que nunca imaginei é que o caminho ia ser tão difícil e que em cada despedida teria que deixar um pedacinho de meu coração, como sempre disse, que chegado o momento e muito antes que o cartão vermelho seja mostrado” perguntarei a Deus: Por que me deu uma cara de boxeador e um coração tão fraco, se não combinam?

A cidade de Braga, está localizada a 400 quilômetros da cidade de Lisboa –Portugal, é um centro religioso por excelência  onde se combinam história e cultura, com a cacofonia do ressoar dos sinos das diversas igrejas, também conhecida como a cidade dos arcebispos... Em uma tarde de sol e perante os majestosos edifícios barrocos da cidade imemorial, situada ao norte do país, o destino tinha reservado para Próspero Benítez seu último jogo de futebol, com somente 25 anos de idade no estádio do Sporting, fundado em 19 de Janeiro de 1921.

Deitado na grama do estádio, lembra que alguém desceu da tribuna e se juntou aos que olhavam atônitos  a fratura de sua perna direita e lhe falou com toda calma em português, “Valor Benítez, nem tudo está perdido”... Esse episódio  e outros o levaram a descobrir os inumeráveis “Amigos Anônimos”, que ocuparam um papel fundamental em sua vida e que sempre estiveram nos momentos mais difíceis.

Os minutos de espera da ambulância foram intermináveis, a dor aguda da fratura em três partes que sofreu sua perna direita era de tal magnitude que somente podia morder o tecido da calça do Doutor do Clube Os Beleneses de Portugal Silva Rocha, tentando acalmar-se.

O Doutor Silva Rocha ocupou um papel importante na vida de Próspero Benítez e em sua saúde. Um grandioso médico de nacionalidade chilena, quem desde o anonimato sempre teve uma palavra de ânimo e atos que reconfortaram a quem tinha a sua família e afetos tão longe.

Dentro do labirinto de estreitos becos e as igrejas góticas não só o ruído ensurdecedor da sirene da ambulância que o levou ao hospital mais próximo anunciava o “Adeus à linha de Cal”, também os meios de comunicação  onde a notícia formava parte de um dos fatos mais tristes do esporte nesses dias.

Maria Fátima uma mulher de uns 60 anos, de nacionalidade portuguesa, que vivia no bairro de Belém que abre Lisboa ao atlântico, desde  onde partiram os exploradores portugueses que tanta glória deram a seu país, conquistando grande parte do mundo, localizada a 5 quilômetros ao oeste do centro histórico. Sentiu uma luz em  seu olhos, como um reflexo que vinha desde seu anel de ouro africano que levava no dedo anular da mão direita  e no silêncio do seu lar logo de ler várias vezes o artigo do jornal local que anunciava o afastamento do futebol do jogador argentino, escutou sua voz interior que dizia: Sim , eu quero!!

Maria Fátima se dirigiu ao hospital em Lisboa onde se encontrava internado Próspero Benítez, ali teve sua primeira conversa com o Doutor Silva Rocha para consultar-lhe sobre a possibilidade de vir todos os dias para ler um livro e fazer-lhe companhia, o que foi devidamente autorizado.

Quando podia Maria Fátima fazia um alto no seu bairro de Belém, no lugar onde se elaboravam os pastéis mais famosos de Portugal, recém feitos e os levava  para que Próspero os degustasse. Esteve com ele por um ano, para contê-lo nos dias alegres, e nos dias mais tristes e difíceis, onde a motivação era indispensável para ir para a frente... O dia que viu Próspero pela primeira vez lhe comentou porque tinha decidido acompanhá-lo neste momento da sua vida, e a história do anel de ouro que fora adquirido na África pelos seus filhos, quem tinham ido embora depois da morte do pai para trabalhar em Moçambique e Angola, e que tinham perdido a vida em um acidente extraindo minerais.

O anel tinha um significado TU e EU, duas partes entrelaçadas, que representam a união indestrutível dos vínculos familiares, que foi um presente do André e do Justino meses antes do acidente fatal. Com mais de cinqüenta anos de história, o “Anel Mágico” tinha atravessado continentes, o africano, o europeu e seu último destino o dedo mindinho da mão direita de Próspero Benítez.

Em cada visita Maria Fátima lhe fazia uma descrição detalhada do Mosteiro dos Jerônimos e das Torres de Belém, duas jóias imperiosas de Lisboa. Foi ela quem sugeriu formar parte de uma das fotos mais importantes do jornal local de Lisboa, durante sua internação, com aquele jogador da equipe adversária que fora a causadora da lesão em sua perna direita, onde se deram um abraço selando o Perdão e renovando os laços de Amizade pelo fato que o levou a deixar o futebol profissional. Outro SIM, EU QUERO de sua mãe portuguesa.

 

Um impulso alentador para o caído e sem a mais mínima projeção heróica, que foi o SIM, EU QUERO que Maria Fátima sugeriu a Próspero Benitez, que levasse adiante a Direção Técnica das divisões inferiores do time de Os Beleneses de Lisboa, quem saíram campeões  esse ano, foto histórica no Estádio do Restelo (atual) construído em 1956, onde os jogadores carregavam Próspero Benítez nos ombros  ainda com o gesso  na perna direita.

A consideração que merecem todas aquelas pessoas, essas que levam no coração um “Nobre Anjinho do Bem”, me motivaram a escrever estas linhas, com o anel Tu e EU, que agora está na cidade de Corrientes- Argentina, no meu dedo anular da mão direita, e com o marco da cidade de Lisboa situada na desembocadura do rio Tejo, capital de Portugal, sua cidade mais florescente, região multifacetada que atrai diferentes anseios e sentidos... E desde onde se viveu uma história de entrega, amor incondicional, motivação e muita fé.

Publicado na Terca-Feira , 12 de Março de 2019 18:49

Traductora: Raquel Zandoná

Instituto “Josefina Contte”

Autora: Dra. Norma Bouloc

Ananda Comunicação e  Relações Públicas

Atualidade em notícias

Disponível em: http://actualidadennoticia.com.ar/index.php/sociales-noticias/5337-si-quiero 

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